Desarranjo

 

DESARRANJO

Tentei tratar de torpores e tormentos
Comecei com o coração cobrindo a cabeça
Debrucei na dobra das dores dormidas
Arrastei armários de ardósia aquecida
Encontrei estados estranhos e emaranhados
Construí a casa no cume da colina
Tapei com tapume, do toco ao topo
Tava tudo tacanho e tosco
Ao pé que pelejava meu perigo
Abriu-se um absurdo abismo
Caí com a cabeça culpando o coração
Enquanto engolia esquecimentos empoeirados
Percebi pelo penhasco a pluma peneirada
Leve e límpida lavava o lodo e a lama
Os escombros esfacelados
Minha melancolia mergulhada em maré movediça
Agora assovio antes de afogar a agonia.

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